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Equipe Lua Nova renova conhecimento e fortalece prática pedagógica

No sábado, 25 de julho, a equipe da Lua Nova se lançou em um encontro para qualificar ainda mais a prática pedagógica na escola. Professoras e coordenadoras se reuniram com Rosaura Soligo, psicóloga e pedagoga, coordenadora de projetos do Instituto Abaporu. O curso, segundo Walkyria Rodamilans, diretora pedagógica da Lua Nova, “focou em como conseguirmos envolver mais as crianças no seu processo de aprendizagem, buscando estabelecer uma relação entre as coisas do mundo e as coisas da escola, sempre na direção do encantamento”, relatou.


A experiência em alfabetização, formação, assessoria pedagógica de Rosaura, que é também autora de publicações na área de Educação, integrante da equipe de coordenação nacional do Programa de Formação de Professores (PROFA), conduziu os participantes do curso nesse caminho, em direção a um encontro reflexivo com a prática pedagógica cotidiana. De acordo com Walkyria, a velocidade de mudança do tempo atual e a vida muitas vezes excessivamente corrida dos professores, dificulta esse reencontro, necessário, com o encantamento do ensinar.


Para Alexandra Lepkison, professora do 2º ano, o encontro possibilitou muitos momentos de reflexão, principalmente quando trouxe uma pauta de avaliação sobre os cuidados pedagógicos essenciais em cada escola. “Acho que o fato de termos um grande número de profissionais da nossa escola tornou essa experiência ainda mais rica, por podermos refletir juntas e trazer coisas de uma prática coletiva”. Alexandra conta que o momento foi uma oportunidade para refletir sobre a importância dos educadores retomarem a condição de alunos e, assim, tornar mais fácil propor situações inusitadas, contextualizadas, trabalhando o conhecimento como ele surge no mundo, a partir de uma necessidade real.


Liliane Landeiro, coordenadora pedagógica da Escola, define “mobilização” como a palavra para representar o que ela experimentou durante esse encontro. “Mobilizar-se para mobilizar o outro. Encantar-se para poder encantar! Revisitar a escola, na perspectiva do aluno e do professor, refletir sobre a prática com um olhar mais poético e falar de encantamento foram justamente os temas que mobilizaram o grupo ao longo do dia”.


“É uma alegria quando conseguimos parar um pouco e revisitar aquilo em que acreditamos dentro da nossa profissão. E o curso de Rosaura Soligo nos deu essa oportunidade, de reencontrar o que acreditamos na nossa alma, na nossa ideologia, na forma de pensar a vida. Com isso, lembramos da importância de nos debruçarmos mais sobre o que dizem as crianças, sobre o tempo delas, para que possamos pensar em propostas bacanas para a sua aprendizagem”, completa Walkyria, ressaltando a importância de se estar numa constante busca de mobilizar o saber para acompanhar as mudanças constantes da contemporaneidade.


Referência


Em um de seus textos publicados na Coletânea de Textos do PROFA, SEF-MEC/2001 - Dez importantes questões a considerar...Variáveis que interferem nos resultados do trabalho pedagógico -, Rosaura Soligo dá o tom de sua abordagem em cursos como este. Ela fala do desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas. E que isso se expressa, principalmente, “no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos”.


O conhecimento compartilhado pela pedagoga perpassa pela maneira como se dá a apreensão dos conteúdos pedagógicos. Ela garante que há sim conteúdos que são apreendidos pela memorização – “Tudo que não requer construção conceitual”. Mas sentencia que para aprender, por exemplo, a “interpretar textos, redigir textos, refletir sobre eles, refletir sobre a escrita convencional, não basta memorizar definições e sequências de passos a serem desenvolvidos. É preciso exercitar essas atividades com frequência para poder realizá-las com habilidade, com desenvoltura. Procedimentos – quaisquer procedimentos – aprendem-se pelo uso”.


Rosaura faz, ainda, uma abordagem sobre a crença do aluno na sua capacidade de aprender e a importância da valorização dos seus saberes e valores; o contexto escolar em que se dá as situações de ensino aprendizagem; chega na relação professor aluno e toca na importância, fundamental, de realização de um planejamento prévio do trabalho pedagógico. Essas foram apenas algumas das questões que fomentaram reflexões na equipe da Escola, que retorna à sua prática de aprender e ensinar ainda mais fortalecida e, a partir de perguntas estratégicas como: “qual foi a situação de maior encantamento que você viveu com o aluno/a?”, com a lembrança mais vívida de que “por debaixo da nossa casa, na camada inferior à superfície que se vê, existe aquela casa de criança, onde moramos até hoje”.

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