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Não há fórmulas para falar de sexo

Lidar com as questões sexuais demandadas pela infância não é tarefa fácil. Mas tudo tende a simplificar se os pais adotam posturas mais naturais e assumem que não podem ter respostas para tudo. Na verdade, não há fórmulas prontas. Jamais vão haver. Cada família, cada pai ou mãe, deve buscar a sua forma de lidar com o que surge à sua frente, com posturas verdadeiras e com muita consciência dos seus próprios limites e das necessidades da criança.


Esta é uma das inúmeras abordagens feitas pela psicanalista Sandra Pedreira durante a Roda de Conversa realizada no dia 30 de outubro na Lua Nova, reunindo um público numeroso de pais, educadores e outros interessados no tema “Para falar de sexo”. Em toda a sua exposição, a psicanalista deixou claro a sua convicção de que os adultos precisam respeitar a curiosidade infantil e seus sistemas próprios de busca de respostas para suas dúvidas em torno do sexo.


- Os jogos sexuais sempre existiram e são muito importantes. Brincar de médico, pesquisar o corpo do amiguinho ou amiguinha são atividades de crianças que são saudáveis”, disse Sandra Pedreira, observando que, numa espécie de contraponto, o mundo contemporâneo responde com uma profusão de informações que vêm pela internet. “O sexo está na internet. E a criança é invadida por uma avalanche de informações sobre as quais não tem condições de dar conta. Informação em excesso é fonte de inquietação. É bom ficar claro que informar é muito diferente de formar”, observou.


E para formar indivíduos com noções mais apropriadas do que seja o sexo e suas funções a melhor arma, segundo Sandra Pedreira, continua sendo o bom senso. Isso significa, por exemplo, “estarmos atentos em relação ao uso desses equipamentos eletrônicos (tablets, celulares, etc) por parte das crianças. É imprescindível ter controle”, alertou. Por outro lado, é preciso desenvolver a capacidade de escuta: “Não vamos saber responder corretamente se não escutarmos a criança. Muitas vezes ela quer saber muito além daquilo que ela está perguntando e precisamos ter sensibilidade para entender nessa dimensão”.


A Roda de Conversa contou também com a participação do psicanalista Aurélio Souza, que pontuou a necessidade de se atentar para as angústias infantis, bem como respeitar as diferenças que nascem com os indivíduos. “Aceitar a diferença é também falar de sexo”, disse.

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