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Projeto Viva o Circo: aprender e brincar é só começar

Por: Alexandra Lepkison, professora do grupo 5 matutino da Lua


Por meio da investigação e experimentação do universo circense e seus personagens, o grupo 5 da Lua Nova revive a importância cultural e artística desta expressão popular que faz parte da nossa história e alimenta a ludicidade infantil.


Prof:Como se brinca de circo?

CRIANÇA: Tem que ter palhaço, malabarista, equilibrista, bailarina, mágico...

Prof: E o que eles fazem? Como eles fazem?

CRIANÇA: A gente tem que descobrir...

Então... vamos brincar de circo?


A proposta instalou no grupo um clima de alegria e euforia bem característico deste espaço de entretenimento. Os desafios colocados e o desejo de saber fazer das crianças conduziram o grupo a diferentes elaborações de hipóteses e constantes buscas de soluções que incrementaram as brincadeiras e guiaram as pesquisas sobre a história do circo; sobre a vida e a obra de palhaços como Carlitos, Carequinha, Arrelia e o Gordo e o Magro e sobre a caracterização e expressão corporal de cada personagem.


As pesquisas foram realizadas em livros, músicas, poesias, filmes, revistas, jornais, trocas de vivências e de muita brincadeira. Assim, as crianças experimentaram os movimentos e expressão corporal, construíram pirâmides humanas, brincaram com as bolinhas de malabaristas que fizeram com alpiste e bola de soprar, andaram na corda bamba, deram cambalhotas e piruetas de diversas formas e buscaram soluções para experimentar os riscos do cuspidor de fogo e do engolidor de espadas.


CRIANÇA: A gente pode abrir a boca, ficar de lado e enfiar a espada na camisa. Pode também usar a faca que entra a ponta, todo mundo vai pensar que a gente engoliu.


CRIANÇA: A gente esconde um monte de papel no tubo e depois joga na plateia e todo mundo toma um susto pensando que é fogo.


Durante as brincadeiras, o trabalho coletivo intensificou o companheirismo do grupo.  Foi comum ver a participação de todos durante cada construção de cena e o esforço de cada um para encorajar os colegas com mais dificuldades através de sugestões ou torcidas para vencerem os desafios corporais propostos.


CRIANÇA: Vai de novo que você consegue!


CRIANÇA: Se você colocar a mão aqui fica mais fácil. Vá, eu te ajudo!


CRIANÇA: Eu também não consigo fazer o pulo igual ao de Ana Botafogo. Ela é uma bailarina muito boa mesmo. Eu faço assim, do meu jeito. Ela só sabe fazer essa dança porque treina e estuda muito.


CRIANÇA: Eu acho mais bonito o jeito que os homens dançam balé. Eles têm muita força, acho que são mais espertos do que o homem de aço porque eles sabem fazer a força no corpo deles. É difícil! Eu vou fazer assim, é assim que ele faz, mas ele treina muito, eu também vou treinar muito na minha casa. Não tem problema você não fazer igualzinho. O seu jeito também é certo.


Com o objetivo de ampliar essas possibilidades das crianças foram realizadas oficinas com Nana Gouveia - artista circense do Circo Picolino, da palhaça Laili Flores - do grupo Nariz de Cogumelo, além da constante parceria estabelecida com Leo Araújo, professor de Educação Física da Lua Nova.


Aproveitamos ainda, o passeio à exposição de brinquedos do Museu de Artes da Bahia que inspirou as produções plásticas através de desenhos, pinturas, personagens de papel machê, papietagem, colagens e recortes. 


Vai, vai, vai, terminar a brincadeira...


Para compartilhar as nossas descobertas e vivências, realizamos uma exposição das atividades plásticas produzidas pelas crianças e dois espetáculos de circo que acontecerão na sala grande da Lua Nova - um para as crianças da educação infantil e outro para as famílias que tanto contribuíram para a realização do projeto. O que possibilitou o trânsito entre as delícias e o colorido da imaginação e da realidade.


E nesse clima de muita brincadeira, cooperação e cumplicidade aconteceu o encerramento do Projeto Viva o Circo do grupo 5.

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