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  • Escola Lua Nova

São João da Lua

Os admiradores de São Jorge que me perdoem, mas no último dia   19 de junho a Lua foi de São João. A festa de cores e sons se fazia presente logo na chegada. Fantasias sem luxo, nem regras propiciavam um desfile de beleza. Meninas vestidas de calça e camisa xadrez, meninos com chapéus de palha, de couro, de tênis, de sandália, valia de um tudo, desde que não se quebrasse a brincadeira. Por sinal, a principal característica da festa que celebra o santo católico.


Para desespero de Carlos (um dos guardiões das portas da Lua) que, tradicionalmente, vende os traques para a guerra de mais adiante, a pressa da meninada em iniciar os folguedos começou cedo. Este ano, a festa do dia anterior, dos grupos 02 ao 05, havia esgotado por completo o estoque e fornecedor, atrasado por conta da chuva e do engarrafamento, provocou a maior ansiedade na meninada. Com a chegada do tão esperado produto, veio a fila, mas também os sorrisos, os estalos e muita alegria no colorido São João da Lua, que estava apenas começando.


Lá pras tantas, o chamado: vão começar as apresentações. E na voz de uma criança, um pouco do que foi aprendido em sala de aula: “o São João é uma festa trazida para o Brasil pelos Portugueses que, aqui, ganhou música e vida próprias, em especial no nordeste”. E, novidade para muitos, a festa em homenagem ao santo católico ganhou ares de sincretismo com a introdução do maculelê – arte marcial armada que se tornou dança folclórica de origem afro-brasileira e indígena .

A estas alturas se via crianças de rostos compenetrados à espera da sua vez para participar da brincadeira e apresentar o trabalho construído durante pesquisas e estudos realizados pelas crianças, e mediados pela equipe pedagógica da escola, nos projetos de trabalho voltados para a manifestação popular. A alegria dos pais, com máquinas fotográficas em riste, dava à simplicidade da festa um toque de magia.


Mas não é de simplicidade que se faz um bom São João? Música, comida, quadrilha, dança das fitas, maculelê, casamento na roça, vestimentas típicas deram colorido à Lua, que estava cheia. Cheia da alegria infantil do São João.


Após as apresentações, finalmente, a típica guerra de traques que, mesmo sob a chuva, não deixou de dar ao ambiente a sonoridade típica. Era o sinal de que era hora de começar a retirada e continuar a folia ao pé da fogueira até que a última chama se apague após o São Pedro.

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