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  • Escola Lua Nova

Eu e meu boneco de lata

Fala-se muito das diferenças e do respeito a elas. Na escola, o olhar do professor é fundamental para garantir a individualidade de cada um e do grupo. E foi observando seus pequenos que Luna Siqueira Costa, professora do Grupo 3 - vespertino, chegou à atividade Meu Boneco de Lata, desenvolvida entre as práticas pedagógicas do Projeto Parlendas e Cantigas. “O Grupo 3 - V é um grupo que gosta muito das atividades corporais. Pensando em toda essa energia planejamos uma atividade com música, dança e brincadeira”, comenta a professora.

O dia já havia começado neste ritmo festivo e musical, por meio das brincadeiras com os instrumentos e canções que o grupo conhecia. Luna chegou de mansinho, respeitando o ritmo da criançada, sem esquecer o propósito pedagógico da ação que estava por vir. E assim ela apresentou a música Meu Boneco de Lata. Os instrumentos foram esquecidos e as partes do corpo passaram a ser a brincadeira. “Com alegria, conversa e riso solto, o grupo se envolveu com a proposta”, lembra a professora.


Luna descreve o momento de forma muito doce. Ela recorda, por exemplo, que “de pouquinho em pouquinho cada uma das crianças se aproximava do aconchego grupal e a brincadeira crescia, e nos divertíamos com a música”. Meu boneco de lata bateu a cabeça no chão / levou mais de uma hora pra fazer a operação... Até que chegou o momento de acalmar o corpo, sentar na roda e escrever a letra da música. “O grupo foi ditando e fomos escrevendo a cantiga. Quando terminamos pedimos que falassem o que foi que o boneco de lata bateu no chão. E eles responderam: a cabeça, o pé, as mãos, o braço, o joelho, a barriga”. À medida que eles falavam, a professora e sua assistente desenhavam cada uma das partes para o grupo.

Esta etapa da atividade estimulou o surgimento de uma conversa sobre as semelhanças entre o corpo do boneco e o corpo das crianças. “Então, com ar de suspense, eu trouxe para a roda algumas figuras geométricas, um círculo, um triângulo e alguns retângulos de diferentes tamanhos e larguras”, relata a professora com um enorme sorriso no rosto. “Isto possibilitou o contato com a linguagem matemática e ampliou o conhecimento das crianças sobre ela.”

Luna conta que foi sugerido ao grupo, então, que cada um construísse o seu boneco de lata. E cada uma das crianças colou e construiu o boneco à sua maneira. Para ela, o objetivo da atividade foi alcançado, pois “o grupo se envolveu com a proposta de trabalho, que era possibilitar ainda mais o desenvolvimento da linguagem, ampliando a possibilidade de organização do pensamento e construção de ideias por meio de experiências significativas para elas”. Para quem está de fora, sem envolvimento com a reflexão, o planejamento e a execução da atividade, ficou a beleza do resultado.

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